Sunday, February 06, 2005
Do lado de cá do vidro, do lado de cá das imagens que molham o ar, insisto nos recantos que visto, repiso o meu caminhar. É qualquer força que me faz revê-los e constrói o pano de fundo de todas as palavras que espalho no meu cantar. Crio um código, caio nele, e as imagens que eu visto vestem cores de adivinhar as que dispo a dançar. São palavras e são chaves, e são rimas e são claves, são ritmos agudos, graves. Fico a um passo da prosa, a um passo do poema, gozo como quem goza a vitória do seu lema, desespero na dengosa morte de não ter tema. Ás vezes não me levanto, fico deitado muito tempo, o meu ser passeia astros e vagueia sonhos vastos mas inúteis se entanto esta voz eu não levanto. E assim prolongo o meu pranto que é de mais o que eu canto. Quando não são as miragens e as visões embriagadas que me invadem de contento e desse caminho lento.
Oh, ondas do mar
Oh, aves do meu pensar
Oh, lua amotinada
Oh chuva, noite estrelada.

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