Saturday, February 05, 2005

Le Jardin

O espanto desta sala sombreada em luz
agarra-se a mim e seduz.



Única fresta para a vida lá fora
nua do som dela
e do vento que a namora.



A janela em frente dela
vê raiar o dia, crescer a aurora
passar o sol dum lado ao outro
escurecer até que morto
brilhem jóias, foz tardia
dos noctívagos da folia.



Pois então a sala enche.
Lentamente vão chegando
cada canto acomodando
nesta sala que os conhece.
É deles o som nascente
os risos a voz fremente
que ás paredes agitando
noite a noite os vai compondo.



Quando a têm de deixar
deixam no ar o seu cheiro
da vontade de ficar.



E a sala adormece
com saudade dos que partem.
Cada canto esmorece
e a madrugada enternece
ansiando novo dia
de sabores e a euforia
que da noite nunca esquece.

0 Comments:

Post a Comment

<< Home

plosanimais