Le Jardin
agarra-se a mim e seduz.
Única fresta para a vida lá fora
nua do som dela
e do vento que a namora.
A janela em frente dela
vê raiar o dia, crescer a aurora
passar o sol dum lado ao outro
escurecer até que morto
brilhem jóias, foz tardia
dos noctívagos da folia.
Pois então a sala enche.
Lentamente vão chegando
cada canto acomodando
nesta sala que os conhece.
É deles o som nascente
os risos a voz fremente
que ás paredes agitando
noite a noite os vai compondo.
Quando a têm de deixar
deixam no ar o seu cheiro
da vontade de ficar.
E a sala adormece
com saudade dos que partem.
Cada canto esmorece
e a madrugada enternece
ansiando novo dia
de sabores e a euforia
que da noite nunca esquece.

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