Thursday, February 24, 2005

Nas Teias de Adamastor

Pôr o corpo a andar
Pôr o corpo a amar
Apaixonei
Nesse teu olhar
Aprisionei

Lá longe no tempo em que bebia a tua pele
Lá longe no vento do sabor desse teu mel
Escrevo na memória sem travão e sem medida
Dependurado na última corda da vida

Com a tristeza que o poeta sente a dor
Com a certeza duma promessa de amor
A chama acesa de paixão fogo e fervor
Cai como presa nas teias de Adamastor

Cristal quebrado vinho tinto a escorrer
Linho ensopado e o coração sangra a valer
Arde o incenso e a memória não se esvai
Só o silêncio desta noite não me trai

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