Friday, February 25, 2005

Perde-se o oceano. Fica um deserto de palavras e a vida ausente. Os últimos vestígios de pegadas entontecem, esmorecem às carícias dissimuladas do vento perpetuadoras duma solidão sem rumo. Debaixo do segredo subsiste a água das lágrimas desprendidas pelas viagens crepusculares, aquando do embate entre superficial e profundo, e o desmoronar do castelo de fumaça envergado como armadura.
O longe é já ali. Cheira a futuro e não existe.


Os meus silêncios são multidões em polvorosa na face obscura duma lua derretida. Expresso-me na linguagem dos espaços e das canções, gosto de rimas e melodias, não de repetições.
Um refrão é um beijo despodurado. A evocação dos desejos e das harmonias, lado a lado, mesmo tendo o silêncio por sublime aguarela de fundo do quadro. A equação é difícil, as ideias atropelam-se, o caminho não traçado. Gosto das centopeias, das epopeias, do fado. E das batalhas, das conquistas, das outras vistas para o além do acostumado.
Nas deambulações e nos flainares purgam-se as tormentas e os olhares.
O porvir na génese. Só o presente acontece.
santandread

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