Friday, May 27, 2005
Entro no espaço nocturno, na intermitência das cores de luz no escuro.
Reencontro o tumulto da cidade dos muitos corpos que se entrechocam e procuram multidão.
Troco os olhares dos muitos olhos cúmplices nessa ânsia de confronto e confusão.
Tal qual pé na urbe a sede de ver olhos e corpos, movimentos individuais transformados em massa que bole e não para.
'Uma inconstância de todos em vibração' extravasando as energias e os stresses contidos pla rotina avassaladora das vidas que pedem mais.
Soberba essa viagem incontinente que prolifera e contagia, desenvolve e resiste até ao cais dos esforços, da noite, dos desenlaces.
Orgia empática de isolamentos, conforto próprio, engate. A solidão no tumulto da cidade transposta a uma caixa fechada transbordando sons e fumo.
Exercício, transfiguração, atitude e movimento, suor e saliva, líquidos, pele.

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