Thursday, May 26, 2005
Londres e Reading ficavam a um par de horas de distância quando os pés pisaram Lisboa. Cabeça cheia, sentidos atordoados vivendo ainda as maiores emoções passadas. Toda a gente era pouca e a integridade dos aspectos lusos chocava com os olhos atestando que, apesar da ausência, nada tinha mudado.
Lisboa ficava depois a mais horas de distância de Santandread. O espaço vazio, a falta de gentio, a sede da confusão, a ânsia dos concertos. Andar sem razão, incansavelmente gastando as energias, a adrenalina acumulada.
O pântano, as areias pantanosas, movediças fazendo aluir com o passar dos dias. A calma, a inquebrável monotonia dos dias que se cansam em si próprios, as caras de sempre, os mesmos fatos, as mesmas ruas, as mesmas conversas.
Para lá das nuvens e do oceano ainda a memória dos sons e dos ambientes, ainda a torrente de imagens novas que avassalaram sentimentos, incendiaram emoções, abriram mais janelas e espalharam mais pedaços pela sala.

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