Tuesday, August 09, 2005
Já não tenho mais espaço para os versos que não escrevo
para as cartas que não falo
para o amor que não pinto
para os quadros que não faço.
Já não tenho mais tempo para o tempo que não passo.
Passa o tempo e o seu passo é de rápida passada que transforma em passado todo o sítio onde passa.
Passa o tempo e o presente nunca chega a ser morada.
Sunday, August 07, 2005
Desapareço por momentos.
Reencontro-me fora desta imberbe e habituada
relação de corpos e almas próximas.
Estou lá, nesse espaço
no espaço branco entre o turvo e o nada
atrás do passado e à frente do futuro
o próximo momento é o agora e aqui.
Mas antes permaneço.
Permaneço na bruma da área disforme
só eu e o sonho
só eu e tudo o que tenho para ter
e viajo centelhas de anos.
Sou o poeta cego com olhos de ver mais longe
o trovador vagabundo acorde de serenata
pássaro livre gaiato de prosa inacabada
nau náufrago e nauta em oceanos de lume.
Reencontro-me fora desta imberbe e habituada
relação de corpos e almas próximas.
Estou lá, nesse espaço
no espaço branco entre o turvo e o nada
atrás do passado e à frente do futuro
o próximo momento é o agora e aqui.
Mas antes permaneço.
Permaneço na bruma da área disforme
só eu e o sonho
só eu e tudo o que tenho para ter
e viajo centelhas de anos.
Sou o poeta cego com olhos de ver mais longe
o trovador vagabundo acorde de serenata
pássaro livre gaiato de prosa inacabada
nau náufrago e nauta em oceanos de lume.
Wednesday, August 03, 2005
RÉ
Parte de mim vive contigo
parte de mim chora em mi
Eu abro a porta ao desconhecido
e o meu ser não sabe de si
O meu sonho é não ficar parado
e passar sempre o lado de lá
Chateia-me o triste fado
de tudo o que pinto ser com dó
Procuro o infinito, a história, a luz
desejo a glória, vejo a cruz
não fico na terra vou para o sol
componho a minha obra em fá bemol
cavalgo as nuvens em si sustenido
parte de mim chora em mi
Eu abro a porta ao desconhecido
e o meu ser não sabe de si
O meu sonho é não ficar parado
e passar sempre o lado de lá
Chateia-me o triste fado
de tudo o que pinto ser com dó
Procuro o infinito, a história, a luz
desejo a glória, vejo a cruz
não fico na terra vou para o sol
componho a minha obra em fá bemol
cavalgo as nuvens em si sustenido
