Reencontro-me fora desta imberbe e habituada
relação de corpos e almas próximas.
Estou lá, nesse espaço
no espaço branco entre o turvo e o nada
atrás do passado e à frente do futuro
o próximo momento é o agora e aqui.
Mas antes permaneço.
Permaneço na bruma da área disforme
só eu e o sonho
só eu e tudo o que tenho para ter
e viajo centelhas de anos.
Sou o poeta cego com olhos de ver mais longe
o trovador vagabundo acorde de serenata
pássaro livre gaiato de prosa inacabada
nau náufrago e nauta em oceanos de lume.

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