Wednesday, September 28, 2005

Penso em ti com um rio encostado à face.
Os teus olhos multiplicam-se no ecran do meu pensamento
e flainam no ar salteados nas muitas expressões que de ti revejo.
Retomos os aromas da tua voz excitada pela violência do amor,
o meu nome escapulido das tuas entranhas e solto em tons roucos e guturais
brindando-me a pele como se se agarrando sôfregamente ao sexo que fazemos.
Do teu corpo faço o meu mar, todo o mundo que navegamos,
descobrindo palmo a palmo poro a poro, de estertor em estertor.
No campo de batalha do nosso amor teus olhos são estrelas
e planetas em perpétuo movimento nas horas todas que as intercedem.
O teu silêncio, o lado oculto da lua.

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