Deixei-me guiar guiadofraqueza desesperadoo cilindro avança ocoe eu cá dentro como um loucoestrebucho desencantadoo que faço sabe a poucobusco em vão de cada ladoa saída deste fadoque se cola a mim caducoPeço ajuda às alminhasque encontro pobrezinhasfora da realidadepor não querer mais ladainhasconfundo-as com as minhasna procura da verdadeausente e sem idade.
Chegou o tempo da dorO meu olhar é segredoe ardor só o do teuque desfere em mim sinaisChegou o tempo amorde te perder com o medode perder-te prós demaisSó tu e eu esta noitevamos pintar arraiaisSó tu e eu nesta noitecomo em nenhuma jamaisSó tu e eu nesta noite resguardados dos chacaisSó tu e eu esta noitecomo em nenhuma jamaisChegou o tempo da dorO meu olhar quase a medoprocura no teu pouco maisque o teu silêncio segredorevela já por demaisChegou o tempo e o calordas aventuras que taisSó tu e eu esta noitevamos estoirar ideaisSó tu e eu esta noitede pensamentos brutaisSó tu e eu nesta noitecomo outra noite jamaisSó tu e eu e esta noite de decididos finais
No teu corpo eu componho as sinfonias do teu sexoNele acordo nele me ausento nele embarco no teu excessoNo teu corpo eu decifro as melodias do teu sexoNele reinvento nele persisto nele viajo nele sem nexoNo teu corpo eu me aventuro nas magias do teu sexoNele aposto nele conquisto nele exploro o mais convexoNo teu corpo eu extasio nas orgias no teu sexoNele me venho nele me fico nele me passo a teu reflexoNo teu corpo eu introduzo a energia do meu sexoNele batalho nele mergulho nele volteio nele ejecto
Todos os dias escrevo um poemamais parado ou mais mexidomais bizarro ou (in)compreendidomais espalhado ou mais contidoPode ser em versoem linhas que se alongam de escrita em prosanascer da maré do ventodo trabalho dedicado duma grosacom dosagens de alquimistade cor de sonho e som de rosaTodos os dias escrevo um poemade endereço conhecidoés tu sempre o seu dilemao meu tema preferidoPara torná-lo verdadechego a pesar de hora a horaos ritmos e as palavras que anseioterem dom de serem torado amor que premeioTodos os dias és tu o poemaTodos os dias o reponhoTodos os dias sei que amasTodos os dias sei que sonho(E não sendo assim talvezo basso e lerdo cansaçochegasse um dia à vaziae certa monotoniaque rouba à paixão a poesiae leva o amor ao fracasso)