Saturday, October 01, 2005

Todos os dias escrevo um poema
mais parado ou mais mexido
mais bizarro ou (in)compreendido
mais espalhado ou mais contido

Pode ser em verso
em linhas que se alongam de escrita em prosa
nascer da maré do vento
do trabalho dedicado duma grosa
com dosagens de alquimista
de cor de sonho e som de rosa

Todos os dias escrevo um poema
de endereço conhecido
és tu sempre o seu dilema
o meu tema preferido

Para torná-lo verdade
chego a pesar de hora a hora
os ritmos e as palavras que anseio
terem dom de serem tora
do amor que premeio

Todos os dias és tu o poema
Todos os dias o reponho
Todos os dias sei que amas
Todos os dias sei que sonho


(E não sendo assim talvez
o basso e lerdo cansaço
chegasse um dia à vazia
e certa monotonia
que rouba à paixão a poesia
e leva o amor ao fracasso)

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