Saturday, December 17, 2005

Poderia tecer os mais brandos versos e nunca encontrar o âmago de ti
Poderia calcorrear os mais recônditos lugares da tua alma e nunca vêr-te de verdade
Poderia tentar entontecer a tua génese e lançar sobre ti o meu encanto e nunca saberia se vacilavas com a minha presença, se derretias ao meu toque, se tudo o que querias era o mesmo que eu
Poderia serpentear assim querendo acreditar que também acreditavas, querendo querer que também querias, querendo amar que também amavas.
Só uma palavra tua poria côbro a esta deambulação, só uma palavra tua de voz, boca, face e olhos como as palavras que valem de verdade, como as que se dizem poucas vezes na vida, entregues e definitivas sem questão, crentes e despojadas, rendidas e conquistadoras, esclarecedoras, permanentes.

1 Comments:

Blogger Serpent_eve said...

Está muito bonito.
É dificil compreender a essência que em nós realmente vive. Nunca descobriremos que chama nos acende e que nos faz sentir e agir daquela maneira.
O mais sensato será mesmo não tentar, é demasiado complexo percebermo-nos a nós...

Nunca vou saber ao certo o que aqui escreveste, quais os sentimentos que verdadeiramente quiseste transmitir,mais dificilmente irei saber o que despoletou a descreveres tão ténues emoções...

Abraço;)

3:17 PM  

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