Thursday, January 05, 2006
O tempo corre duplicando o percurso. Uma face difere da outra ao ponto em que se tocam e enleiam. Os poros gotejantes libertam e confundem as micro-químicas e o desejo completa a equação. De mãos tisnadas pelo amor reemprendo o fogo da descoberta. Procuro as tuas mãos nas palavras que vou deitando ao papel. Os teus olhos imagino de água e curiosos de saber quem são. Por detrás desta página há outra que corre em sentido inverso. O relógio caminha a tempos diversos e um ponteiro passa pelo outro sem vê-lo. Queria entender a melodia da luz. "Tenho mãos líricas de ladrão de luas" Amo todas as criaturas do mundo até encontrar a que persista. Encho os papéis com palavras por não ter boca onde as despejar nem pele onde as desenhar. Acaricio o discurso como se fosse o teu eco.

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